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Intervenção : Método Teacch

Método Teacch: Experiência

Descrição
A prática da metodologia Teacch foi conhecida
Contéudo
A prática da metodologia Teacch foi conhecida por meio de observações do trabalho realizado em uma instituição
educacional brasileira e de entrevistas com os profissio
nais envolvidos nesse trabalho . A instituição atende pessoas
carentes e é mantida por doações. Possui duas sedes,
onde são atendidos por volta de SO crianças e jovens, sendo
12 residentes.

Foi elaborado um programa pedagógico que segue os
preceitos da pré-escola e do início do curso fundamental.
Há também programas pré-profissionalizantes e de atividades
devida diária que complementam o trabalho em sala de aula.

A classe é, geralmente, composta por quatro alunos; há
um professor e um assistente. Enquanto o professor ensina
uma tarefa nova a um aluno, os outros trabalham sozinhos sob
a supervisão do assistente . Estes profissionais não têm obrigatoriamente um curso superior ou especialização na área; são
treinados, num curso teórico-prático na própria escola.

0 professor ensina uma tarefa conduzindo as mãos do
aluno e sempre utilizando os cartões como apoio visual.
Aos poucos, direciona cada vez menos até que a criança
consiga realizar a atividade sem ajuda, apenas sendo guiada
pelos cartões.

Além deste trabalho educacional, os profissionais com
formação superior em musicoterapia, educação física e
fonoaudiologia, vem desenvolvendo outros programas que
são conjugados à rotina diária dos autistas.

0 trabalho fonoaudiológico compreende diferentes
abordagens, escolhidas a partir da avaliação feita pela
fonoaudióloga de cada criança . Além disso, a fonoaudiólo
gatambém avalia motricidade oral . A"aula de fono", como
é chamada, é sempre individualizada e abrange os aspectos
linguagem e motricidade oral . 0 trabalho educacional do
Teacch enfatiza mais a comunicação receptiva.

Apesar de os princípios metodológicos do Teacch incluírem,
além dos estímulos visuais, os estímulos corporais
e audiocinestésicos para desenvolver comunicação, a fono
audióloga declarou, em entrevista, que não utiliza aprendizado
de linguagem de sinais porque acredita que o problema
do autista não seja o mutismo ; o que ocorre é que ele
não processa a informação via comunicação gestual (mesmo
ela sendo de caráter visual), pois não consegue simbolizar.

Isto é, o autista não tem capacidade cognitiva para
entender o significado dos gestos, que são simbólicos e
não representativos fiéis das palavras . As "aulas de fono"
têm caráter diretivo, a verbalização é usada para dirigir e
reforçar atividades e a postura da fonoaudióloga é formal e
séria .



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