Navegador



Instalar nosso aplicativo
Estudo: Ritalina não causa dependência
  Enviado em Sun 04 Nov 2007 por Webmaster (4620 leituras)
Durante anos alimentou-se a idéia de que a Ritalina seria quimicamente
parecida com a cocaína e que o uso prolongado dessa medicação poderia
deixar os pacientes viciados.

São Paulo - Uma polêmica envolvendo um medicamento de uso pediátrico conhecido no Brasil pelo nome de Ritalina foi desfeita esta semana após um estudo divulgado pelo jornal The New York Times, inicialmente publicado na revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

Durante anos alimentou-se a idéia de que a Ritalina seria quimicamente parecida com a cocaína e que o uso prolongado dessa medicação poderia deixar os pacientes viciados, levá-los ao consumo de drogas no futuro e, em última instância, à morte.

"A Ritalina é uma anfetamina conhecida há cerca de 40 anos e em nada tem a ver com a cocaína", diz o Abram Topczewski, neuropediatra do Hospital Albert Einstein de São Paulo. "Há dez anos trato pacientes com essa medicação e não conheço nenhum caso de vício nem do remédio e nem de drogas, muito menos de morte", acrescenta ele.

A Ritalina é um remédio usado principalmente em crianças que apresentam hiperatividade ou um distúrbio de comportamento chamado de déficit de atenção, caracterizado pela dificuldade de concentração. "São pessoas que não conseguem centrar a atenção em uma única coisa, como por exemplo na explicação da professora", afirma Luiz Celso Vilanova, chefe do setor de Neurologia Infantil da Universidade Estadual de São Paulo (Unifesp).

"Esse distúrbio não afeta a inteligência, mas traz dificuldades de aprendizado e até de convívio social, porque são crianças que não conseguem ficar quietas e acabam incomodando os outros", completa Topczewski.

Segundo Vilanova, a Ritalina é usada em larga escala em países como os Estados Unidos – segundo as estimativas, entre quatro a seis milhões de crianças – e mais restritamente em outros países, caso do Brasil. "Não sei o número de pessoas que usam aqui, mas há um controle rigoroso para a compra, que só pode ser feita com um receituário fornecido pela Secretaria de Saúde", diz ele.

Isso porque a Ritalina é um estimulante do sistema nervoso central e, como todo medicamento, produz efeitos colaterais, sendo o mais comum a falta de apetite. "O médico tem que superviosionar o tratamento, mas a Ritalina é muito eficaz no controle do distúrbio, sendo interrompida depois de alguns anos de uso", diz Topczewski.

Embora tenha sido comprovado que o uso não causa malefícios, os especialistas dizem que a Ritalina não pode ser usada indiscriminadamente. Para isso, basta seguir o conselho: saber se o médico é experiente e confiável, por que e em que caso o remédio foi receitado.

Isadora Grespan, O Estado de São Paulo, 07/01/2003
Índice :: Imprimir :: Enviar a um Amigo
Os comentários são de propriedade de quem os enviou. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.



Login
Buscar
Seções de Estudos
Integrantes on-line
7 visitantes presentes (1 na seção: Estudos***)

Associados: 0
Anônimos: 7

mais...


 

Universo Autista - Telefone (12) 3021-0996 © 2013 by Luiz Urbanski  |  Versão Beta 1.0 - Desenvolvedor do portal Luiz Urbanski